O POTENCIAL CRESCIMENTO PARA O CENÁRIO ECONÔMICO INTERNACIONAL

Performance financeira através de incentivos tributários
Blog Aliado / Blog do Parada

O POTENCIAL CRESCIMENTO PARA O CENÁRIO ECONÔMICO INTERNACIONAL

O POTENCIAL CRESCIMENTO QUE EXISTE PARA O CENÁRIO ECONÔMICO INTERNACIONAL E OS GANHOS PARA AS INDÚSTRIAS

 

Atualmente, muito se comenta sobre as instabilidades nas relações de comércio internacional. Algumas incertezas relacionadas às questões políticas, cambiais e estruturais têm influenciado as decisões estratégicas das empresas em relação aos mercados potenciais.

Ao analisar as informações estatísticas, podemos perceber que existe um espaço enorme para o crescimento do comércio exterior brasileiro.

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS - últimos 10 anos (2007 a 2017)

O Brasil é a sétima economia do mundo, mas apenas o vigésimo quinto em exportação, principalmente de bens. Isso representa a participação de apenas 1,2% no volume total de exportações no mundo. Significa dizer que existe um mercado imenso a ser conquistado. 

A expansão do volume das exportações modifica também o perfil da mão de obra. Para cada US$ 1 Bilhão exportado são envolvidos cerca de 50 mil trabalhadores que precisam ser melhor qualificados, o que traz resultados econômicos e sociais positivos para o país e sensível melhora nas relações com outros países.

As exportações do agronegócio brasileiro encerraram 2017 com crescimento de 13% em relação ao ano anterior, para US$ 96,01 bilhões. Com isso, a balança comercial do setor registrou superávit de US$ 81,86 bilhões, avanço de 14,7% na mesma base. Para 2018, a perspectiva é que este resultado seja superado.

O saldo da balança comercial é o segundo maior desde 1997, de acordo com as informações do Ministério da Agricultura (Mapa). O setor respondeu por 44% das exportações brasileiras em 2017.

Observando esse cenário, o desafio está em como se beneficiar em relação às oportunidades. É possível explorar melhor os mercados globais com o aumento das exportações e obter maior performance financeira e melhoria imediata do fluxo de caixa, com incentivos tributários.

Com o objetivo de melhoria no ambiente de negócios internacionais, em 2015 o governo Federal lançou o Plano Nacional de Exportações, um conjunto de ações comerciais, facilidades de financiamento, redução da burocracia e novos regimes tributários para desoneração das operações de exportação.

Incentivos Tributários

Facilitar o comércio, desburocratizar processos, garantir boa articulação com o setor privado e a sua adequada representação em órgãos hierarquizados são metas possíveis deste plano. Outros objetivos envolvem, necessariamente, graus diversos de articulação e de compromisso com outras áreas fundamentais para o comércio exterior: agências governamentais, bancos oficiais e demais ministérios e secretarias, com destaque para a Receita Federal. O apoio dessas áreas ao plano é fundamental para o seu sucesso.

Com tantas ações favoráveis para estimular as exportações, além da melhoria dos resultados econômicos que podem aumentar o faturamento das empresas, é necessário considerar outros aspectos que podem potencializar ainda mais os resultados financeiros com o aproveitamento de incentivos tributários diretamente relacionados às operações de exportação.

É muito importante que as empresas realizem um trabalho de identificação do modelo de benefícios fiscais e tributários mais adequado ao seu cenário de negócios.

Existem modelos que podem trazer efetivos resultados financeiros. Como exemplo, para a utilização dos Regimes Aduaneiros Especiais, a empresa precisa comprovar a utilização dos insumos em produtos que foram exportados. Para elaborar essas demonstrações, é necessário um rígido controle das operações de compra, destinação dos insumos, ordem de produção e operações de venda. Para atender os requisitos, o maior impacto está relacionado à visibilidade, conhecimento e as necessidades de alterações estruturais nos processos, para minimizar os riscos e garantir maior eficiência operacional.

 

Artigo escrito por: RICARDO PARADA
CONSULTOR ESPECIALISTA NA ÁREA CONTÁBIL E FISCAL DA ALLIANCE CONSULTORIA.